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O grande irmão está olhando para você?

6 06America/Sao_Paulo junho 06America/Sao_Paulo 2010

Desde que comecei a trabalhar com CFTV, venho me perguntando quais são os limites entre segurança e invasão de privacidade. Onde a validade de um diminui a legitimidade de outro. E hoje, estudando como sempre faço, no Site Guia do CFTV,  site que  indico para todos os que desejam aprender (muito) e compreender a diversidade da segurança digital, encontrei um texto e vídeos que abordam o tema com a clareza e concisão, de modo que até mesmo quem nunca pensou sobre o assunto, fica interessado e lê (assiste) até o final.

Sou apaixonada por tudo o que faço e com monitoramento não poderia ser diferente. Venho defendendo junto aos clientes e aos amigos em geral que o caminho da segurança nas grandes cidades hoje em dia, não pode prescindir do monitoramento.  Todos os dias nos jornais e na mídia tomamos conhecimento de fatos que poderiam facilmente  ser evitados se houvesse no cenário dos fatos, um equipamento de CFTV. E não estou aqui me referindo apenas aos crimes de assalto, sequestro e furtos. Estou falando dos crimes de omissão, desídia, maus tratos a idosos e crianças. Abuso de poder em altas esferas ou em colégios e hospitais.

Imaginem um Hospital Maternidade. Os casos de roubo de crianças, e até trocas de bebês, certamente, ocorreriam com muito menos frequência, caso os ambientes de berçario pudessem ser monitorados por câmeras de vigilância.

Outro dia meu Nextel foi roubado. Fui até uma delegacia fazer o boletim de ocorrência (apenas para fins burocráticos, já que é a única forma da grande empresa repor meu aparelho) – isso será assunto de outro post – e lá me deparei com um equipamento de CFTV, monitorando o movimento nas imediações.  Fiquei imaginando… Como seria bom se as delegacias fossem monitoradas também em seu interior. Talvez pudessem evitar cenas como a da mulher que teve sua bolsa roubada DENTRO DA DELEGACIA!!! (Veja o vídeo abaixo).

A questão é: Nas grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, o monitoramento é uma realidade cada vez mais presente na vida das populações. Há quem diga, na defesa da privacidade do contribuinte, que as câmeras tirariam do cidadão o direito aos gestos mais simples, como um beijo ou coçar-se em público. Há também aqueles que compreendem que, não há olhos suficientes nas Polícias dos Estados para combater e coibir atos de vandalismo, venda de drogas em praças públicas, ataques sexuais em pátios de colégios e estacionamentos, e que, por isso mesmo é preciso que se monitore constantemente os ambientes em que esses crimes possam vir a ocorrer. Eu estou com estes e acrescento que o monitoramento é mais uma ferramenta para que a Sociedade possa cobrar as providências quando as imagens falarem mais que mil palavras.

Para quem não leu o livro de George Orwell, 1984, vale ler a sinopse e aprender que o Big Brother, não é uma invenção dos Reality Show, pelo mundo afora.

De uma forma ou de outra, essa discussão me parece um pouco tardia, já que habitamos um Planeta com sistemas de satélites capazes de rastrear crateras no Afeganistão.  Estamos todos no Big Brother, afinal.

Leiam o texto no site indicado. Vale à pena.

http://www.guiadocftv.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=53

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